Porque a escolha desses materiais causa um impacto significativo na vida do paciente, e precisam considerar a segurança e a qualidade de vida, tanto em um plano morfológico como diagnóstico.

Seguindo este raciocínio, esse artigo irá apresentar a você um desses materiais, muito presentes em ferramentas como os implantes faciais customizáveis: o PMMA Sólido.

A descoberta científica do PMMA

A busca 

Por algumas décadas, cientistas estavam em busca de um material que fosse feito com uma substância aloplástica ideal para implantação, que seja biocompatível e estável.

Além disso, era importante que o volume fosse mantido quando o material fosse implantado no hospedeiro, a fim de não causar protusões por meio da pele ou mucosa.

E por fim, com uma mínima reação de corpo estranho, não sendo removido por fagocitose, sem potencial migratório para locais distantes e, que não causasse granuloma por corpo estranho.

Ainda sim, em 1997 surgiu mais um fator: o material deveria ser inerte aos fluidos corporais, facilmente manipulável na mesa cirúrgica e permanentemente aceito.

A descoberta

Pelo número de especificações, pareceria imensamente complexo descobrir um material que aceitasse todas elas.

Porém, acreditava-se que esse material poderia ser o PMMA. Os estudos em torno desse material duraram quase uma década, como exemplificado na imagem acima.

Em resumo, o PMMA líquido começou a ser utilizado em preenchimentos faciais na década de 90, graças ao cirurgião norte-americano Robert Esek.

No entanto, em 1992 o cirurgião plástico brasileiro Almir Moojen Nacul, estudante da UFRG, começou a explorar essa técnica em um plano mais profundo, o plano muscular.

Complicações

No entanto, o material injetável começou a apresentar complicações, como o aparecimento de granulomas e nódulos, além de seu caráter irreversível, não podendo ser modificado caso ocorra alguma intercorrência.

Solução

Por fim, o PMMA sólido foi descoberto quando a companhia Kulzer descobriu que ao misturar polimetilmetacrilato (o pmma) em pó e um monômero 29 líquido, que endurecesse quando o peróxido de benzoíla (bpo) fosse adicionado a uma mistura aquecida à 100 graus Celsius em um molde de pedra, o resultado seria um sólido.

O PMMA

O polimetilmetacrilato (PMMA) é um material amplamente utilizado para a reconstrução óssea, presente em várias composições. É um material muito resistente ao impacto (varia de 3000N a 9000N).

Além disso, é também um dos materiais mais biocompatíveis disponíveis até o presente momento. Isso porque, é bastante rígido e, então, protege os tecidos cerebrais com maestria.

Mais uma de suas características é que este é um material facilmente fabricado, não é caro e é fácil de modificar.

Essa facilidade de modificação atribui uma grande vantagem ao PMMA sólido: Pode ser personalizável para cada paciente. Isso é um benefício enorme, pois um atendimento personalizado é uma das tendências de consumo que mais cresce no mundo.

O PMMA sólido é utilizado, então, para performar uma série de correções estéticas na face, dado os motivos acima. 

Agora que você já tem conhecimento sobre esse material, é importante ressaltar que o seu uso deve ser restrito à cirurgiões especializados, com material certificado pelos órgãos reguladores para uso específico em pacientes e em ambientes adequados.

Dr. Eduardo Nascimento mostra no video abaixo mais informações sobre artigos científicos relacionados a evolução do PMMA SÓLIDO. Não deixe de assistir.

Mais sobre o PMMA Sólido e sua descoberta no vídeo.

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